terça-feira, março 24, 2009

Evangelho de relacionamento

Quase 3 anos sem postar!
Como o tempo passa rápido, não?

Durante esse período, tive tempo de participar de alguns projetos de evangelismo real e digital. Participei de alguns treinamentos sobre o assunto e analisei algumas posições que eu tinha.

Percebi que independente de minha capacitação ou participação, Deus vai fazer com que O Evangelho seja levado ao mundo. Ponto final! Deus nos diz claramente como vai fazer isso:
"Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito." (Zacarias 4:6)
Isso significa que só quem tiver o Espírito de Deus vai ter o privilégio de participar. Afinal, a obra não é sua nem minha.

Percebi também que a Verdade deve permear toda a vida do cristão, tendo Jesus como maior exemplo. Para conseguir isso você precisa manter relacionamentos. Vou repetir: re-la-cio-na-men-tos.

Inclusive no evangelismo digital. Quem precisa de ajuda quer ver uma pessoa; não um site.
Quem pede oração quer a resposta de uma pessoa; não de um robô de respostas.

As pessoas têm a necessidade de relacionamentos. Tanto com Deus como com outras pessoas.

Relacione-se.

terça-feira, abril 25, 2006

Índice

Se você quer conhecer os princípios e conceitos do evangelismo digital, sugiro que leia os artigos abaixo na seqüência apresentada:
  1. Princípios do evangelismo digital (12/03/2006)
  2. Como o evangelismo digital pode conviver com o presencial? (13/03/2006)
  3. Cada igreja precisa de um site próprio para evangelizar? (14/03/2006)
  4. Fazer evangelismo digital é caro? (26/03/2006)
  5. Que tipo de conteúdo disponibilizar digitalmente? (26/03/2006)
  6. O que preciso para fazer evangelismo digital? (04/04/2006)
  7. O que a igreja ganha com o evangelismo digital? (06/04/2006)

Outros artigos podem ser encontrados na lista ao lado, à direita.

Em breve discutiremos os seguintes assuntos:
  • O que o site da igreja local deve ter?
  • Que tal evangelizar os evangelistas?
  • Na sua Organização religiosa, as informações circulam rapidamente?
  • Quem conhece as iniciativas de evangelismo digital de sua Organização religiosa?
  • Há o risco de os interessados ficarem apenas na internet?
  • Um nome é tão importante assim?
  • Como tratar milhares como se fossem os únicos?

O que a internet pode fazer por nós

Li hoje dois artigos no site da revista Info Exame que são no mínimo interessantes.

Diretamente, eles não têm nada a ver com evangelismo digital, mas me chamou a atenção por tratar de órgão do governos tidos como ineficientes.

Leia-os:

Se a internet pode fazer isso pelos órgãos públicos, o que não pode fazer pelo evangelismo digital?

Você consegue imaginar mais longe?

quinta-feira, abril 20, 2006

Fiéis virtuais: estudo antropológico sobre a presença religiosa na internet

Leia o artigo Fiéis virtuais: estudo antropológico sobre a presença religiosa na internet e compare com o outro, Igreja e Internet.

Esse artigo faz uma breve análise de como comportam-se e estão distribuídos os sites Adventistas na Internet.

Os links quebrados para os sites adventistas exemplificados no artigo mostra a imaturidade no planejamento dos mesmos.

Aqui, foi esquecida uma das premissas da internet: ela é uma rede. Tudo deve estar interligado. Se você muda um endereço, rasga a rede.

Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais -- Igreja e Internet

Lendo o artigo Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais -- Igreja e Internet com atenção e filtrando os jargões e princípios religiosos, vi que precisamos evoluir muito no pensamento de utilização da internet para a igreja .

Observação importante: esse documento é datado de 22 de fevereiro de 2002. Hoje estamos em abril/2006!

netAdventist.org

Há uma iniciativa norte-americana para aumentar e organizar a presença da Igreja Adventista na internet, chamada netAdventist.org.

Essa é uma iniciativa organizacional que pretende permitir que igrejas locais tenham a possibilidade de estar presente online com pouco esforço técnico e utilizando serviços agregados já prontos que incluem notícias, vídeos, eventos, sermões, etc.

Essa visão de serviços é fundamental para o evangelismo digital. Parabéns à Igreja Adventista norte-americana por essa visão e pela iniciativa.

Onde os americanos se informam

Lendo essa matéria no canal de tecnologia do iBest (blogeditor.ibest.com.br/wpmbhack/?p=150) vi o relatório que diz como os americanos tomam conhecimento das notícias.

Fiquei surpreso ao ver alguns números:
  • 59% das pessoas vêem notícias nos sites das TVs locais.
  • 43% dos usuários de banda larga lêem notícias online.
  • 71% dos usuários mais freqüentes informam-se pela internet.
  • apenas 6% já pagou por algum conteúdo de notícia.
E o que isso tem a ver com o evangelismo digital? TUDO!

Se fazemos evangelismo digital, certamente temos ações paralelas como doação de sangue, doação de agasalhos e alimentos, cursos como deixar de fumar, etc.

Esse relatório nos mostra em quais canais da internet devemos fazer aparecer as notícias sobre as ações da igreja.

Leia o relatório completo em inglês.

sexta-feira, abril 07, 2006

Análise de site: Truth or Tradition?

Navegando hoje pela internet, encontrei o site www.truthortradition.com.

O que me chamou atenção nesse site de visual simples?

As formas que ele usa para despertar a curiosidade do leitor.

É bem verdade que eles não são trinitarianos e defendem o unitarianismo. Ou seja, são nossos "concorrentes". Mas essa é a lei de mercado: conheça seu concorrente e veja as oportunidades que surgem dessa observação.

Muitas vezes, como igreja, deixamos de ver o que nossos concorrentes estão fazendo e somos pegos de surpresa. Nossos concorrentes são bons nessa observação. Como sabemos, vivemos num conflito. Estamos no meio do fogo cruzado e somos parte de um dos exércitos. Devemos conhecer nossos inimigos, certo?

Note o que esse site simples mostra para tentar prender o leitor em suas páginas:
  • Em primeiro lugar, o próprio nome do site, "Verdade ou Tradição?", já nos causa curiosidade sobre o assunto.
  • A frase que mostra a missão do site passa a impressão de confiabilidade e isenção:
This website is dedicated to helping you understand the Word of God, free from the traditions of men.
As Jesus said in John 8:32, "Then you will know the truth, and the truth will set you free."

Traduzindo:
Este website dedica-se a auxiliá-lo no entendimento da Palavra de Deus, livre das tradições dos homens.
Como Jesus disse em João 8:32: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
  • No menu lateral esquerdo, a lista dos artigos mais lidos.
  • No mesmo menu, a oferta de uma revista gratuita.
  • Na seção de artigos que fica mais abaixo, na própria página principal, temos um título que no mínimo desperta curiosidade de tão óbvio que parece ser: "Quantos foram crucificados com Jesus?"
Vendo esse site, reafirmo o conceito que o mais importante é o conteúdo e não o visual. Não estou dizendo que o site deva ser desorganizado, mas o conteúdo é o que prende o leitor, pois ele é um leitor e não um espectador.

Lição aprendida e assimilada.

quinta-feira, abril 06, 2006

O que a igreja ganha com o evangelismo digital?

Essa pergunta é pertinente se você está pensando em lançar um plano sério de evangelismo digital. Mas antes de fazer essa pergunta, que tal lançarmos outra pergunta: "o que as pessoas ganham com o evangelismo digital?" É a essa pergunta que vamos responder primeiro.

Em um plano de evangelismo digital, o que chega primeiro às pessoas é a informação ou o visual dela. Da mesma forma que acontece com o evangelismo presencial.

A diferença é que no evangelismo digital quase nunca há uma pessoa falando e outra escutando, interativamente. No evangelismo presencial, temos a fórmula de aplicar estudos bíblicos, que é um diálogo. No evangelismo digital, essa interatividade quase nunca acontece. Ou seja, a pessoa que está interessada em um determinado assunto tem que ler, ouvir ou assistir a um material pronto, sem interatividade dinâmica. Com isso você pode pensar: "mas isso também acontece quando o interessado assiste a uma fita de vídeo ou DVD". Sim, você está certo. No artigo Princípios do evangelismo digital, trato desse assunto quando digo que o evangelismo digital não pretende substituir as formas convencionais de evangelismo.

Entretanto, no mesmo artigo, escrevi uma coisa que ao leitor mais atento pode causar certo incômodo:
"o evangelismo digital tem a obrigação de fornecer um maior número de informação do que o evangelismo presencial ou à distância por correspondência, e ao mesmo tempo, continuar tratando o interessado como se fosse a única pessoa no mundo."
Mas, como assim?

Seu plano de evangelismo digital parte da premissa que vai usar computadores, certo? (Senão não seria digital) Desse modo, o interessado provavelmente tem acesso à internet. Esse fato de usar a internet, define um traço muito importante do perfil do interessado: ELE PODE PROCURAR INFORMAÇÃO EM OUTRA FONTE, SE NÃO ESTIVER CONVENCIDO DO QUE LEU, VIU OU OUVIU. Não se iluda. Se ele não está convencido da verdade que está lendo, ele vai procurar em outra fonte.

Agora, você pode pensar: "se eu elaborar materiais que convençam as pessoas, elas não têm motivos para procurar em outros lugares, certo?" ERRADO! Os interessados vão procurar outras fontes de informação. Não se engane pensando que porquê seu DVD tem um bom visual ou seu site é rápido as pessoas não vão querer procurar outras opiniões.

Essa é uma característica dos internautas: eles procuram outras opiniões. Quem tem o hábito de mexer com computadores normalmente tem o senso crítico mais apurado. Não que sejam mais inteligentes, mas eles questionam mais. Por que? Porquê essas pessoas lêem mais que a média da população e são obrigadas a raciocinar sobre o que lêem. Afinal, as interfaces com os usuários de computador ainda são baseadas em textos.

É por isso que afirmo que o evangelismo digital tem a obrigação de fornecer mais e melhores informações. Se o interessado tirar suas conclusões sem necessitar da ajuda de outra pessoa, ele vai ter formado seu estado de consciência. Ele vai ter certeza que assimilou o que o autor quis dizer. Mesmo que ele busque outra opinião diversa, essa nova opinião vai servir para confirmar o que ele aprendeu com seu material.

E se o seu material for bom o suficiente para que o interessado esteja totalmente convencido sem desejar buscar outra fonte, parabéns! Você atingiu o alvo na mosca!

Com esse cenário, volto para responder à pergunta que fiz no início do artigo: "o que as pessoas ganham com o evangelismo digital?" As pessoas ganham CONHECIMENTO.

Temos um "produto" (a Palavra de Deus) que muita gente "distribui" (prega). Mas o que vai fazer com que os interessados fixem-se em nossa "distribuição" e não na dos outros, já que esse produto é uma commodity e, via de regra, é distribuído gratuitamente? É a qualidade do que distribuímos. Se fornecemos informações pela metade (meias-verdades) ou sem um desfecho razoável para a mente secularizada, não temos um produto com a qualidade desejada. Afinal, como pregadores das Boas Novas, nem sempre temos uma mensagem que aprova o que as pessoas praticam. Temos uma mensagem que incomoda. Se apenas incomodarmos, sem convencer as pessoas, elas continuarão procurando o que as acalente. É como um fumante que sabe que o cigarro faz mal, mas continua fumando. Por quê isso acontece? Porquê ele não trouxe para si mesmo a responsabilidade de parar de fumar. Ele diz que o remédio para parar de fumar não fez efeito, que o corpo não consegue mais ficar sem nicotina, que vai engordar se parar com o vício, etc. Ou seja, ele está incomodado, certamente, mas busca alguma coisa que tire dele a responsabilidade de cuidar de sua própria saúde. Com o evangelismo digital é assim. Se, por exemplo, um estudo diz a verdade, mas não é exposto de uma maneira que convença o interessado, ele pode atribuir a responsabilidade por não se converter ao material e não a si próprio. Ou seja, precisamos disseminar conhecimento.

É verdade que algumas pessoas desejam informações mais detalhadas e profundas. Outras já não precisam de tantos detalhes. Seu plano de evangelismo precisa prever essa situação.

Bem, estamos falando de quem lê o material preparado. E o que falar sobre quem prepara os materiais? O que essa pessoa ganha com o evangelismo digital? Da mesma forma que os interessados, os autores de material ganham CONHECIMENTO. Elas passam a ter que pensar como quem tem dúvidas a respeito do assunto. Elas passam a ter que estudar mais para publicar um assunto. Elas passam a dominar os assuntos abordados em vários níveis de profundidade.

Mas isso também acontece no evangelismo presencial. Claro que sim! E graças a Deus por isso! Lembra que lidamos com pessoas? Nunca se esqueça disso: LIDAMOS COM PESSOAS. E onde o evangelismo digital pode ajudar? A grande vantagem é que no evangelismo digital as pessoas buscam informações sozinhas e conforme seu próprio ritmo, sem alguém do lado. As pessoas, na maioria das vezes, decidem e tiram conclusões sozinhas. Basta que as informações estejam disponíveis.

Prepare um material como se estivesse preparando para a última pessoa do mundo com chance de se salvar. Faça um trabalho realmente bom. E sabe por quê é necessário trabalharmos em cada publicação de material como se fosse uma jóia única e artesanal? Porque na internet as informações estão a um clique de distância. Tanto as que concordam conosco como as que não concordam conosco. Se na igreja física, muita gente não ouviu falar em dissidência, na internet essa não é a realidade. Quer uma prova? Pesquise no www.google.com as palavras TRINDADE e ADVENTISTA e veja o resultado apenas na primeira página. O pessoal que não concorda com as doutrinas oficiais pegam pesado, meu amigo.

Com tudo isso posto, agora podemos responder à pergunta que é o título desse artigo: "O que a igreja ganha com o evangelismo digital?"

A igreja ganha pessoas com maior nível de conhecimento. Por conseqüência, ganha pessoas que têm certeza de suas crenças. Ganha pessoas que têm maior senso crítico e certamente não vão deixar se levar por ventos de doutinas. Além disso, a disseminação de informação pelos meios digitais é infinitamente mais veloz do que pelos meios impressos.

O evangelismo digital tem um papel fundamental "para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Efésios 4:14 e 15)

Portanto, planeje seu evangelismo digital.
Elabore materiais incontestavelmente bons.
Saiba que seu material poderá ser lido e estudado por várias pessoas ao redor do mundo, no mesmo instante que acabou de ser publicado.
Ore para que Deus o capacite para realizar um bom trabalho.
Esteja preparado para perguntas profundas e de alto nível.

Enfim, mãos à obra.

terça-feira, abril 04, 2006

O que preciso para fazer evangelismo digital?

OBJETIVOS E PÚBLICO-ALVO

Como tudo na vida, antes de tomar uma atitude você precisa de objetivo. E o evangelismo digital não é diferente nesse aspecto.

Sem analisar mais profundamente a questão, podemos responder: "meu objetivo é evangelizar!"

E você tem toda a razão pensando assim. No entanto, eu não chamaria essa resposta de um objetivo. Eu chamaria de uma boa intenção ou uma vontade.

Para fazer evangelismo nas igreja convencionais é necessário mais do que vontade. É necessário ter objetivos. Quando uma igreja vive sem objetivos, as pregações viram palestras, as mensagens musicais viram apresentações, a congregação vira auditório, o estudo da Bíblia focado no "assim diz o Senhor" vira "na minha opinião...". Com esse ritmo, os cultos vão acontecendo, as pessoas vão freqüentando a igreja e vamos vivendo sem um ambiente que proporcione um verdadeiro conhecimento de Deus.

Fazer evangelismo digital não é diferente. Os materiais produzidos necessitam ter um público-alvo definido. Como exemplo de públicos-alvo, segue:
  • Adultos que ainda não conhecem a Palavra de Deus;
  • Adultos que conhecem a Palavra de Deus, mas têm uma compreensão diferente da nossa;
  • Jovens casais;
  • Adolescentes que já freqüentam a nossa igreja;
  • Pessoas que gostam de assuntos controversos;
  • Pessoas que desejam estudar profundamente.
Esse é o ponto de partida: defina seu objetivo e seu público-alvo. Sem isso em mente, seu evangelismo digital vai ser um monte de superficialidade acrescentando quase nenhum conhecimento aos que o lerem.


INFRA-ESTRUTURA

Para que o material produzido por você possa ser conhecido por mais pessoas, é necessário que alguém coloque-o no formato desejado. Pode ser um site, um cartão-virtual, um estudo bíblico, um artigo, um software, uma enciclopédia, conteúdo bíblico, etc. Essa pessoa (ou grupo de pessoas) precisa atualizar o material já criado e criar novos materiais, para que sua iniciativa não pare na primeira publicação.

Além de pessoa(s), é necessário ter em mente o meio que será usado para publicar o material criado. Você pode publicá-lo por e-mail, construir um site (ou utilizar um já existente, associando-se a ele), um CD ou DVD, por celular, etc.

A vantagem da internet, é que a publicação usando essa grande rede é muito barata, quando comparada com a impressão em papel. Outra grande vantagem de usar a internet, é que a atualização do material é muito mais dinâmica e pode também ser interativa.

DETERMINAÇÃO

Como na igreja convencional, evangelizar pela internet precisa de determinação. Não desistir facilmente, pois lembre-se: ninguém vai batizar-se no seu site. As pessoas que um dia decidirem pelo batismo, provavelmente nem contarão isso a você. Em outras palavras, o evangelismo digital tem a mesma função, em muitos casos, do folheto entregue. Você apenas semeia. Quem fica sabendo da colheita nem sempre é você.

NOÇÃO DA ABRANGÊNCIA

Quando você distribui panfletos na rua, sabe exatamente aonde está atuando. No entanto, se seu evangelismo digital estiver baseado na internet, não fique admirado se você consultar os relatórios de visita e vir que alguém da Croácia ou Japão visitou seu site.

Essa é a internet. Você não sabe quem vai ler seu material. Você não pode partir da premissa que seus visitantes sabem aonde você está fisicamente.

A internet tem abrangência mundial. Isso é um fato.

INTERATIVIDADE

Cada vez mais as pessoas querem interagir com as outras. Criar uma comunidade em torno de seu evangelismo digital é o melhor que você pode fazer. Uma comunidade estabelecida significa que as pessoas acessam seu material. Isso tudo o que você precisa. Quem acessa com freqüência, gosta do que vê. Se gosta, certamente vai indicar a outras pessoas. Esse é o princípio do Marketing Viral.

CONTEÚDO

Não adianta ter apenas um visual bonito, é preciso ter conteúdo. E o conteúdo precisa ser freqüentemente atualizado. Se você conseguir colaboradores que possam atualizar o material sem depender de você, ótimo!

Assim, seu conteúdo vai sendo atualizado sempre, e os visitantes sempre terão novidades.

PLANEJAMENTO

Resumindo tudo o que eu disse, para fazer evangelismo digital, você precisa de planejamento. Sem planejar, seu site não vai passar de uma página, seu material será um único folheto, você terá a impressão de estar nadando contra a maré, as pessoas não ficarão interessadas no que você publicar e você irá desistir de evangelizar.

Antes de começar veja se seu projeto é viável. Acima de tudo, ore a Deus para que Ele lhe mostre o que você deve fazer.

Evangelismo digital não é brincadeira de criança. É uma das formas de levar a Palavra de Deus ao mundo.

domingo, março 26, 2006

Que tipo de conteúdo disponibilizar digitalmente?

Respondendo resumidamente à pergunta, eu diria: TODO TIPO DE MATERIAL.

Alguém pode argumentar: "mas existem materiais confidenciais que não podem ser vistos por todo mundo". Sim, concordo. Mas disponibilizar digitalmente não significa que deva estar disponível a todos. Pelo contrário. Distribuindo materiais digitalmente, podemos restringir o acesso de pessoas não autorizadas e até limitar a validade da informação.

Disponbilizar conteúdo digital não significa apenas colocar material na internet. Lembre-se que nem todo mundo tem internet. E dos que têm, a minoria tem acesso por banda larga. A conexão discada ainda predomina no Brasil. É possível disponibilzar material digital em CD ou DVD. Isso permite que a pessoa possa acessar o material aonde estiver, tendo acesso à internet ou não.

Sendo mais prático, eu recomendo disponbilizar sermões, estudos bíblicos, enciclopédias bíblicas, aconselhamentos dados a outras pessoas (sem citar os nomes, obviamente), balanços financeiros, livros, diretrizes, manuais, revistas, jogos, cartas, artigos, apresentações, aulas, etc. Resumindo: TUDO.

Mas lembre-se que o evangelismo digital precisa de foco. O que vai determinar que tipo de informação o seu projeto irá disponibilizar, vai depender do foco que ele tiver.

Não se esqueça que disponibilizar digitalmente significa que você pode escolher quem pode ter acesso ao material.

Fazer evangelismo digital é caro?

Antes de pensar em quantidade de dinheiro, precisamos conceituar o que é caro.

Como uma imagem vale mais do que mil palavras, vamos recorrer a ilustrações com exemplos.

Escolha a alternativa correta.

Em sua opinião, caro é...

a) Comprar um remédio para dor de cabeça que custa R$ 1,00 e ele não faz efeito.
b) Comprar um remédio para dor de cabeça que custa R$ 1,00 e ele cura sua dor de cabeça.

a) Gastar R$ 100,00 no concerto do seu carro e ele continuar com o mesmo problema.
b) Gastar R$ 150,00 para realmente concertar seu carro.

a) Comprar uma camisa por R$ 15,00 e ela deformar na primeira lavada.
b) Comprar uma camisa por R$ 45,00 e ela durar dois anos de uso intenso.

Não precisamos pensar muito para ficar evidente que todas as alternativas "a" acima são exemplos de coisas caras, pois não resultaram na expectativa tida pela pessoa envolvida. Ou seja, a pessoa teve que gastar novamente para comprar outro remédio, concertar o carro ou comprar outra camisa. Sem falar no inconveniente de continuar com a dor de cabeça ou com o carro quebrado.

Quando falamos de benefícios tangíveis, ou seja, benefícios que são possíveis de serem medidos, fica fácil saber o que é caro e o que não é.

No entanto, saber o que é caro quando nos referimos a benefícios não tangíveis, é mais difícil e depende da opinião das pessoas envolvidas.

Há um senso comum que a internet é um veículo barato de disseminação de informações. Eu, por exemplo, mantenho esse blog que você está lendo agora por um preço imbatível: ele é grátis. Isso mesmo, não pago nada por ele.

Bem, com isso podemos logo pensar que fazer evangelismo digital é uma iniciativa sem gasto algum, certo? Certo. Podemos pensar assim, mas isso não significa que estamos no caminho mais correto.

Realmente, podemos ter um site de evangelismo sem pagar absolutamente nada. No entanto, devemos reconhecer que precisaremos pelo menos de uma pessoa que elabore e formate os materiais que estarão disponíveis nele. Se essa pessoa for voluntária, realmente não pagaremos nada a ela. Se o hospedeiro do site também for gratuito, também não gastaremos nenhum centavo. Sob essa ótica concluímos que o evangelismo via internet pode ser gratuito! Essa é uma boa notícia, certo?

Calma. Antes de chegarmos a essa conclusão, vamos pensar mais um pouco.

Você já se deparou com uma situação que você disse: "mas isso eu não quero nem de graça!"? Eu já. E realmente parecia um presente de grego. Li uma frase certa vez, que dizia o seguinte: "se um negócio parecer ser bom demais para ser verdade, é porquê provavelmente é mesmo bom demais para ser verdade".

É como aqueles anúncios de jornal que dizem mais ou menos assim: "Audi A4 2006, air bag, teto solar, ar-condicionado, trava elétrica, freios ABS, pneus originais, lataria perfeita, pintura metálica, estofamento 100%, nunca bateu, único dono, 5.000 km rodados, todo original, com seguro total e IPVA 2006 já pago. Preço: R$ 1.000,00. Dispenso curiosos". Dá para acreditar? Não parece ser bom demais para ser verdade?

Amigo(a), estamos aqui numa situação como essa. Evangelismo sério sem pagar nenhum tostão, "eu não quero nem de graça". Em outras palavras, "é bom demais para ser verdade".

Como no caso do carro anunciado no jornal, você acreditaria em tantos benefícios por um preço irrisório? Criou-se uma cultura de gratuidade na internet e isso é bom. No entanto, a internet é gratuita para quem acessa a informação, não para quem publica a informação.

Essa notícia não parece tão boa como a primeira, não é? Realmente, fazer evangelismo digital pode ser caro. Como em todos os negócios, hão que ser analisadas as três famosas restrições aprendidas nas técnicas de gerenciamento de projetos: PREÇO, PRAZO e QUALIDADE.

Esse conjunto, conhecido como tríplice restrição, determina se o que terei será de boa qualidade ou não. Se estará pronto rapidamente ou não. Se será caro ou não. Como sabemos, nem sempre o mais caro é o melhor. Quando falamos em meios digitais, falamos em velocidade. Falamos em assertividade. Falamos em dinamismo.

Se planejo uma abordagem de evangelismo que não atrai ninguém para a igreja, esse plano pode não ter necessitado de nenhum investimento financeiro, mas pode sair muito caro para a Organização. Você pode estar se perguntando: "como assim?" Pense no exemplo de um site que aplica estudos bíblicos oficiais da Organização e que tem uma seção para esclarecer as dúvidas dos interessados. Se não houver alguém designado para responder a essas perguntas periodicamente, o site sairá caro para a Organização, pois o interessado terá a percepção que a pergunta dele não é importante para os instrutores. Portanto, não ficará interessado em voltar para o site. Então, como na internet os concorrentes estão a um clique de distância, ele entra em outro site cristão, faz a mesma pergunta e recebe a resposta no mesmo dia. Adivinhe em qual site ele entrará da próxima vez que tiver uma dúvida? A resposta é óbvia. E por quê esse site saiu caro para a Organização? Porque o meio mais comum de um site ficar conhecido na internet, é por indicação. Isso mesmo, alguém que gosta de um site, recomenda para um amigo. Em nosso exemplo, além do interessado que não recebeu a resposta, outros conhecidos dele serão indicados a visitarem o site que respondeu rapidamente a ele. Infelizmente, perdemos vários interessados em potencial. Que site caro!

Já que levar a Palavra de Deus é a nossa missão de acordo com Marcos 16:15, temos que encará-la com seriedade também nos meios digitais. Aqui, não me refiro apenas à internet, mas principalmente a ela. Se você tivesse uma fábrica de roupas, aceitaria tecidos gratuitos, mas de má qualidade? Acredito que não. Do mesmo modo, precisamos de seriedade no evangelismo digital.

Se o material que disponibilizo é oficialmente assinado pela Organização, significa que ela tem que planejar ações e investimento financeiro para garantir que o evangelismo digital tenha a sua identidade e alcance seus objetivos. A internet e os computadores são apenas meios de levarmos a Palavra de Deus às pessoas. Ao longo do tempo, a internet tornar-se-á um facilitador e economizador de dinheiro, pois permitirá que novos materiais sejam disponibilizados para milhares de pessoas sem gasto adicional de impressão e distribuição.

Permita-me um desvio nesse ponto. Quando você leu "milhares de pessoas" no parágrafo anterior, pensou em quem? Nas pessoas que ainda não conhecem a Verdade, certo? Tente olhar um pouco mais além.

E agora, pensou nas pessoas que conhecem parcialmente a Verdade? Olhe um pouco mais longe.

Agora pensou também nas pessas que já conhecem a nossa doutrina? Muito bem, você está começando a notar o potencial que temos com a internet.

E que tal pensar nas pessoas que ensinam aos que ainda não conhecem totalmente a Verdade? Isso mesmo, os evangelistas! Pensou neles? Veja que benefícios podemos ter.

E agora? Será que alguém mais pode ser beneficiado com o evangelismo digital? Parabéns a você que lembrou dos Pastores e Administradores da Organização! Isso é assunto para outro artigo que escreverei em breve, mostrando que a internet potencializa o trabalho e o aprimoramento pessoal e profissional das pessoas que já estão envolvidas na Organização.

Para terminar, cuidado. O evangelismo gratuito pode sair muito caro!